Em excelente post, Saul Leblon mostra como a mídia brasileira tenta influenciar na história do país, de acordo com seus interesses, procurando desgastar o governo, através da proliferação de opiniões como se fossem notícias, procurando super-explorar um visão negativa da realidade ou tentando antecipar um futuro que não se materializa. E conclui que esse comportamento tem a ver com a disputa de hegemonia política junto à sociedade, tendo como alvo preferencial a quebra da confiança no governo.
Veja a íntegra em http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1174
Antecipamos alguns exemplos mostrados por Saul. Notícias ou manchetes que, quando confrontadas à realidade, reforçam esse entendimento.
"Baixo investimento reflete rejeição ao intervencionismo estatal, não há confiança no ambiente de negócios"
(com R$ 45 bi em isenções fiscais em 2012 e R$ 53 bi previstos em 2013;
ademais da ampla desoneração prevista nas folhas de pagamento?);
"O superávit primário foi maquiado"
(mas a relação dívida/PIB de 36% não é uma das mais baixas do mundo? E
não é fato que pode ser mantida assim com um superávit à metade do
perseguido atualmente, de 3% do PIB?);
"O nível dos reservatórios prenuncia um apagão iminente" (chove acima da média no Rio, SP, MG, ES, TO E DF, segundo o Cptec);
"A inflação está sem controle" (preços recuam no atacado e sinalizam tendência futura, diz a FGV);
"O juro terá que subir em algum momento" (é negativo em boa parte do mundo e a taxa real do país, mesmo no seu menor patamar histórico, ainda é das mais altas);
"Os fundos internacionais (NR: os especulativos) batem em retirada do país" (o Brasil recebeu US$ 60 bi em investimentos produtivos em 2012, explica o BC);
"O 'tripé' ficou manco, o câmbio não flutua"
(o dólar livre e alto é a festa dos operadores rentistas que fazem
arbitragem e a desgraça da indústria local afogada em importações)
"País tende à estagflação, com preços em alta e demanda em queda" (fatos:
vendas de automóveis crescem 26,7% na primeira quinzena de janeiro na
comparação anual , diz a Fenabrave; Brasil terá a maior expansão de
vagas entre as dez maiores economias do mundo em 2013; 71% das empresas
pretendem ampliar seu quadro, anuncia a CareerBuilder; vendas de
passagens aéreas devem crescer 9,5% no país em 2013, informa a Abear;
consumo das famílias cresce há três anos consecutivos, mostra o IBGE;
indústria brasileira inverte tendência de queda e cresce 2,5% em
novembro de 2012, sinaliza a CNI).
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