sábado, 19 de janeiro de 2013

Como e porque a mídia brasileira tenta travar o Brasil

Em excelente post, Saul Leblon mostra como a mídia brasileira tenta influenciar na história do país, de acordo com seus interesses, procurando desgastar o governo, através da proliferação de opiniões como se fossem notícias, procurando super-explorar um visão negativa da realidade ou tentando antecipar um futuro que não se materializa. E conclui que esse comportamento tem a ver com a disputa de hegemonia política junto à sociedade, tendo como alvo preferencial a quebra da confiança no governo.
Veja a íntegra em http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1174

Antecipamos alguns exemplos mostrados por Saul. Notícias ou manchetes que, quando confrontadas à realidade, reforçam esse entendimento.

"Baixo investimento reflete rejeição ao intervencionismo estatal, não há confiança no ambiente de negócios" (com R$ 45 bi em isenções fiscais em 2012 e R$ 53 bi previstos em 2013; ademais da ampla desoneração prevista nas folhas de pagamento?);

"O superávit primário foi maquiado" (mas a relação dívida/PIB de 36% não é uma das mais baixas do mundo? E não é fato que pode ser mantida assim com um superávit à metade do perseguido atualmente, de 3% do PIB?);

"O nível dos reservatórios prenuncia um apagão iminente" (chove acima da média no Rio, SP, MG, ES, TO E DF, segundo o Cptec);

"A inflação está sem controle" (preços recuam no atacado e sinalizam tendência futura, diz a FGV);

"O juro terá que subir em algum momento" (é negativo em boa parte do mundo e a taxa real do país, mesmo no seu menor patamar histórico, ainda é das mais altas);

"Os fundos internacionais (NR: os especulativos) batem em retirada do país" (o Brasil recebeu US$ 60 bi em investimentos produtivos em 2012, explica o BC);

"O 'tripé' ficou manco, o câmbio não flutua" (o dólar livre e alto é a festa dos operadores rentistas que fazem arbitragem e a desgraça da indústria local afogada em importações)

"País tende à estagflação, com preços em alta e demanda em queda" (fatos: vendas de automóveis crescem 26,7% na primeira quinzena de janeiro na comparação anual , diz a Fenabrave; Brasil terá a maior expansão de vagas entre as dez maiores economias do mundo em 2013; 71% das empresas pretendem ampliar seu quadro, anuncia a CareerBuilder; vendas de passagens aéreas devem crescer 9,5% no país em 2013, informa a Abear; consumo das famílias cresce há três anos consecutivos, mostra o IBGE; indústria brasileira inverte tendência de queda e cresce 2,5% em novembro de 2012, sinaliza a CNI).

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