
A foto acima é de dois prestigiados economistas da Universidade de Havard, Carmem Reinhart e Kenneth Rogoff.
Eles publicaram em 2010 um estudo segundo o qual, quando um País tem dívidas que são iguais ou maiores que 90% de toda riqueza produzida, o PIB (Produto Interno Bruto), o crescimento econômico despenca.
Em função desses estudos, vários partidos políticos, Instituições internacionais e até Governos de países ricos resolveram pressionar os Governos dos vários países com um nível alto de endividamento, para reduzir sua dívida criando as condições para que sua economia volte a crescer.
Em resposta a essa pressão esses governos estão reduzindo o gasto público com a população e direcionando recursos para pagar suas dívidas com os bancos. Isso tem significado: demitir funcionários públicos, reduzir gastos com a saúde e a educação pública, a assistência social, a construção de estradas, de habitações. Enfim, reduzir gastos que atinge especialmente às populações mais pobres.
Em abril desse ano, o jovem Thomas Herndon, doutorando do Massachusset Institute of Tecnology(MIT) analisa os dados originais usados pelos economistas de Harvard e descobre que no total, os países com um nível de endividamento acima dos 90% tiveram na verdade um crescimento apenas um pouco abaixo dos países menos endividados, bem diferente da conclusão do estudo analisado.
Onde estava o erro
Segundo matéria veiculada em Carta Capital, o jovem Thomas descobriu que os professores de Harvard excluíram, arbitrariamente, da planilha Excel com a qual trabalharam, os dados de alguns países que, num determinado período da sua história, tiveram um alto nível de endividamento acompanhado de um forte crescimento econômico. Também descobriu que os dados de outros países foram manipulados para dar sustentação à tese que haviam levantado ou seja: endividamento acima de 90% o crescimento despenca.
Proposital ou não, os professores de Harvard admitiram o erro. Mesmo assim sustentam sua tese, agora amparada apenas numa pequena queda do crescimento, estatisticamente insignificante.
O fato é que a FRAUDE está custando a vida de muita gente pelo mundo afora, afetada pelos cortes nos gastos públicos em vários países.
E ai fica a pergunta: Quem vai restituir a vida das pessoas afetadas pelas medidas governamentais amparadas numa fraude intelectual de dois economistas, cujos interesses não parece ter sido a ciência econômica?
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