Nos últimos 13 anos o Estado de Pernambuco incorporou à sua economia uma fábrica de automóveis, um estaleiro, uma refinaria e uma fábrica de hemoderivados. A água está chegando tanto ao semiárido, graças à transposição do São Francisco, e algumas adutoras, quanto à Região Metropolitana, através da adutora de Pirapama. Ampliaram-se os campi da UFPE e UFRPE e vários municípios conta com unidades da IFPE. A seca que castigou o semiárido nordestino durante os últimos anos, não deixou um rastro de miséria e destruição, como no passado quando sequer verbas orçamentárias eram destinadas para os períodos de emergência. Diminuiu muito a proporção dos que passavam fome em nosso Estado e milhares de famílias estão morando em casas de alvenaria, têm acesso a água e energia elétrica. Tudo isso e muito mais propiciaram a Pernambuco e ao Nordeste um período na sua história como nunca tinha experimentado antes. Graças aos governos Lula e Dilma.
Nesse momento, não estou aqui para discutir sua posição politica se é favorável ou contra as ações do Governo Federal que, de forma insofismável, mudaram nosso estado e região para melhor.
Estou aqui para lhe falar de democracia. Isso porque articula-se na Câmara Federal um processo de impeachment contra a Presidenta Dilma contra a qual não há sequer acusação de crime de responsabilidade, conforme previsto na lei 1079/1950. É isso o que têm dito inúmeros juristas em todo o país, das mais respeitadas Universidades.
Portanto, o Impeachment em curso na Câmara nada mais é que um GOLPE. Um GOLPE contra a democracia brasileira, contra o povo brasileiro, contra nossa Constituição a qual todos os que apoiam esse GOLPE juraram respeitar. Um GOLPE de tristes lembranças para nossa tão jovem democracia, que pode-se saber como começa, mas não se sabe como e quando termina. A história está ai para nos mostrar.
Acredito que todo e qualquer parlamentar do nosso Estados e Região, bastante contemplados com ações do governo que ora está sendo atacado e, por incrível que pareça, por um GOLPE cujas principais lideranças são do Estado e São Paulo: A FIESP - Federação das Indústrias de SP; Michel Temer Vice-Presidente (SP); José Serra senador (SP), têm com sua gente a obrigação de assumir uma postura contrária ao GOLPE e de defesa da democracia.
Será muito importante que tal proposta seja considerada e que juntos cerremos fileiras junto àqueles que, independente das divergências politicas que tenha, são, antes de tudo, democratas, respeitam a Constituição Brasileira e disputam a opinião pública a partir das suas propostas.
Será assim que todos seremos julgados pela história, a ser lida por nossos filhos e nossos netos.
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